Suponhamos que eu jogue uma pedra num rio, e essa pedra assuste um peixe que estava saindo. Quanto à ordem natural e ao que chamamos destino, estaria participando ou estaria interferindo? -Forfun.

~Be happy.

Posted by: ~Marina., 1 Comentários

Tudo depende de pequenos detalhes, pequenos acontecimentos que despertam algo dentro da gente, que não é possível se explicar em palavras.
E na maioria das vezes, tudo pode depender de uma pessoa, uma única pessoa. Que pelo simples fato de aparecer na sua vida no momento certo, torna tudo concreto. Tudo tão mágico e ainda assim, totalmente real.


Ela o conhecera não fazia assim tanto tempo, mas algo nele a fazia se sentir bem. Trocavam mensagens, ligações. Um dia eles se encontraram, em uma cafeteria não muito grande, onde tomaram café quente. Conversaram durante uma tarde inteira, e sucessivamente, pelo celular assim que ela chegara em casa. Ele era tão encantador! Seria tudo realidade? Se falavam todos os dias, toda hora.
Se encontraram então no parque da cidade, com mais alguns amigos.
Trocaram risadas, histórias e olhares. Ela sabia o que queria. Estava enxergando as coisas de uma forma diferente e mais bonita.
Então, depois de ambos se telefonarem e passarem horas conversando, ele a convidou para ir tocar violão no terraço do prédio em que morava sua tia.
Tocaram, cantaram, riram. Cada segundo tornou-se mágico para ela. Ele lhe entrega um presente confeccionado por ele mesmo, tão bonito. Seus olhos brilharam.
O sol batendo no rosto dela, iluminando seus olhos claros, o momento perfeito. O beijo parecera durar horas, o mundo girando ao redor, seus corações batendo juntos.
Permaneceram abraçados por um longo momento, ambos sorrindo, o silêncio quebrado pelas palavras dele "Era tudo que eu queria" ela concorda sorrindo de olhos fechados, e quando percebe, apaixonou-se.


~Adeus.

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Posted by: Anônimo, 4 Comentários

Suas vestes eram em tons leves rosados, a doce voz oferecendo-lhe uma xícara de café. Ele sorri brevemente, a olha nos olhos, os olhos de ambos brilhando. "Quem momento mágico", ele chegou a pensar consigo. Ela era tão linda, e ele sentia que o amor estava entre os dois. Bebeu todo o café em poucos goles, e deu um sorriso à ela, agradecendo pela bebida quente e reconfortante. Neste momento, ela já estava a sorrir, e em poucos segundos, a rir loucamente. Gargalhadas de certa forma, malignas.
Ele cai duro no chão, o coração pulsante parou na hora.
Ela dá uma última olhada para ele, dá um beijo em sua testa fria, tira as luvas brancas e as queima na lareira acesa. Depois disso, sem sequer olhar para trás novamente, sai pela porta da frente com um sorriso de alívio no rosto.


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Posted by: Anônimo, 0 Comentários


~Entre tintas e livros. -Terceira parte.

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Posted by: Anônimo, 5 Comentários

Meses já haviam se passado desde que ele vendera seu primeiro quadro àquela mulher misteriosa. Contudo, apesar do tempo, ele nunca esquecera dela. Julián tinha ótima memória, infelizmente, pois a vontade de ver aquela estranha novamente, nem que fosse apenas para olhá-la nos olhos, lhe corroía por dentro. Em baixo da banquinha de livros, ele guardava empacotado em papel pardo e para presente, o quadro que pintara na noite do dia em que vira a a mulher, e aguardava que um dia ela aparecesse novamente, para que ele a presenteasse com o tal quadro. Mas apenas a vontade enorme de encontrá-la novamente, não fez com que ela retornasse àquela praça.

Fazia sol, pássaros cantavam naquela tarde de outono. Julián cantarolava uma de suas músicas favoritas, quando avistou ao longe ela, aquela moça, vestida de azul, cor que realçava ainda mais seus olhos penetrantes. Ele a reconheceu de imediato, e antes que percebesse, um sorriso apareceu em seu rosto. Saiu de trás da banquinha e foi indo ao encontro dela, sem nem mesmo olhar onde pisava, apenas utilizando as mãos para se localizar. Encontrou seus olhos, azuis, e logo avistou o sorriso que ele se lembrava perfeitamente. Ela sorria sem jeito, parecia envergonhada, ou sem ter certeza de que podia estar ali, muito menos conseguia acreditar que o pintor, de quem comprara seu quadro preferido, ainda estaria vendendo seus livros usados naquela mesma praça, tanto tempo depois.


Coincidentemente.

3
Posted by: Anônimo, 3 Comentários

Músicas, músicas, músicas!
Tudo começou com elas, e um pequeno engano, devido à fatos que não foram esclarecidos devidamente.
E eles, totais desconhecidos, foram vítimas desse acaso. E não foi ruim. Desde o primeiro momento, trocaram músicas, filmes, histórias. Trocaram palavras, risadas, momentos. E como tinham coisas pra contar!
É quase inacreditável, que por culpa do acaso, da coincidência e desse pequeno engano, eles tenham se dado tão bem.
Hoje são grandes amigos, os dois.


~Um tempo do mundo.

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Posted by: Anônimo, 2 Comentários

Às vezes me dá vontade de me desligar do mundo, por alguns minutos ou poucas horas. Não bebo, não fumo, não cheiro. Há somente duas drogas das quais sou usuária, admito: a música e as palavras. E se isso for um vício, podem me internar, pois aprecio muito os momentos em que só existem uma caneta, um caderno em branco, música nos fones de ouvido, e eu.


~Entre tintas e livros. - Segunda parte.

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Posted by: Anônimo, 0 Comentários

Ele ficara nas nuvens, pensando o tempo todo naquela mulher misteriosa, que comprara um quadro dele que ninguém parava nem sequer para olhar. Julián guardou as coisas de sua banca, vendera alguns poucos livros naquele dia, e voltou para sua casa, na verdade, um pequeno apartamento no centro da cidade. Morava ali por ser perto de tudo, além de não ter conseguido algo melhor por tal preço. Assim que ele fechou a porta por dentro, limitou-se a ligar o rádio e se atirar no sofá, extremamente cansado, mas sorrindo sem motivo e lembrando de cada pequeno detalhe do rosto dela, da doce voz que ela tinha, de cada palavra que ela lhe dissera e os imaginando, aos noventa e tantos anos, andando em uma bicicleta de dois lugares ao entardecer. Antes que ele conseguisse adormecer, sentiu-se inspirado, levantou-se em um só pulo e foi em busca de pincéis e tintas e uma tela em branco. Nem se lembra em que momento caiu no sono em meio às tintas.


~Entre tintas e livros. - Primeira parte.

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Posted by: Anônimo, 2 Comentários

Ele era pintor. Um péssimo pintor, daqueles que nunca conseguia vender suas obras e que ninguém compreendia sua arte, por mais que tentasse. Aliás, muitas vezes nem mesmo Julián, o próprio pintor, entendia o significado do que pintava.
Ele tinha uma banquinha de livros usados, que ficava quase todos os dias na praça principal da pequena cidade. Lá, aproveitava para expor seus quadros, mesmo que ninguém os comprasse.
Em um dia como qualquer outro, surge uma mulher que ele nunca havia visto ali na praça da cidade. Ele acompanha sua silhueta vinda desde longe, até chegar tão perto que pôde ver seus penetrantes olhos azuis. Ela vestia um vestido florido, aparentemente feito à mão, calçava simples sandálias e tinha as unhas pintadas de vermelho. Seu cabelo era comprido e castanho e reluzia ao sol. O coração de Julián queria saltar para fora do peito, ou assim parecia. Então, quando de repente ele saiu do transe, ela estava em sua frente, estalando os dedos "Ei, dormiu?" dizia sorrindo, mostrando um sorriso branco que ele nunca vira antes. Ele não responde e ela continua "Quadros interessantes, os seus. Você os está vendendo? Por que eu queria saber o preço daquele ali da ponta.", apontando com seus dedos longos e finos. Ele sacode a cabeça sem nem acreditar e diz um preço qualquer à moça, que sorri e anuncia que vai comprá-lo. "Sabe, você podia cobrar mais caro por suas obras, o preço que você pede não cobre nem o material usado, sabe." Ele concorda com a cabeça, "Meu nome é Julián" e estende a mão involuntariamente "Muito prazer, Julián, mas agora já tenho que ir, estou com pressa", ela paga o quadro e sai, o carregando debaixo do braço "Ei, não posso saber seu nome?", ela apenas abre o sorriso branco e vai sumindo entre as pessoas.